Você sabe o que é disfagia? Conheça os sinais e sintomas

Entenda sobre essa doença

Comer e beber, tanto por nutrição como por prazer, é uma parte vital de nossas vidas. Mas ter dificuldade para engolir pode afetar  a alimentação, levando à frustração, estresse e até constrangimentos.

O que é a disfagia?

A disfagia é a dificuldade para engolir alimentos, líquidos ou saliva em qualquer etapa do trajeto da boca ao estômago.

Podendo acontecer em todas as faixas etárias, a disfagia atinge mais a população acima dos 50 anos de idade1 . Ela pode comprometer a saúde, o estado nutricional e impactar negativamente na qualidade de vida das pessoas.

O que causa a disfagia?

Causas comuns incluem  problemas com o sistema nervoso, músculos ou problemas mecânicos envolvendo a cabeça e pescoço e também pode decorrer do envelhecimento natural.

Sinais e sintomas de disfagia

  • Dificuldade de mastigar ou manter o alimento dentro da boca;
  • Tempo prolongado para engolir;
  • Necessidade de engolir várias vezes para o alimento, líquido ou saliva descer;
  • Dor ao engolir/ Sensação de alimento parado na garganta;
  • Escape de alimento pelo nariz durante a alimentação;
  • Mudança na voz após engolir;
  • Mudança da cor da pele durante ou após a alimentação (palidez/cianose ou “pele roxa”);
  • Tosse e engasgos frequentes durante as refeições ou ao deglutir saliva
  • Falta de ar;
  • Perda de peso;
  • Pneumonias de repetição;
  • Falta de interesse em se alimentar.

Entre 16 e 22% da população apresentam problemas de deglutição, mas não procuram ajuda. 2,3

Tratamento

O tratamento é realizado por equipe multidisciplinar de médicos, fonoaudiólogos, nutricionistas, enfermeiros, fisioterapeutas, psicólogos e assistentes sociais. Os fonoaudiólogos são os profissionais mais habilitados para avaliar e tratar as alterações de deglutição. Eles auxiliam o paciente na prevenção e redução de complicações, a partir do gerenciamento da deglutição de maneira segura e eficaz.  4

Dicas para alimentação na Disfagia 5

  • Alimente-se em posição confortável, de preferência sentado;
  • Alimente-se em ritmo e velocidade confortáveis e seguros;
  • Evite distrações enquanto se alimenta;
  • Se presenciar alguém engasgando, nunca ofereça água ou coloque o dedo na garganta da pessoa;
  • Se identificar consistências alimentares que causam dificuldades, procure um médico.

Consulte um profissional da saúde para informações adicionais.

Referências bibliográficas

1.  Kawashima K, Motohashi Y, Fjushima I. Prevalence of dysphagia among community-dwelling elderly individuals as estimated using a questionnaire for dysphagia screening. Dysphagia. 2004; 19(4):266-71.2. Wilkins T et al. The prevalence of dysphagia in primary care patients: A Hames Net Research Network Study. Journal of the American Board of Family Medicine. 2007;20(2):144-50. 3. Eslick GD, Talley NJ. Dysphagia:epidemiology, risk factors and impact on quality of life – a population-based study. Alimentary Pharmacology and Therapeutics. 2008;27:971-9.4. Padovani Aline Rodrigues, Moraes Danielle Pedroni, Mangili Laura Davidson, Andrade Cláudia Regina Furquim de. Protocolo fonoaudiológico de avaliação do risco para disfagia (PARD). Rev. soc. bras. fonoaudiol. [Internet]. Setembro de 2007 [citado em 2019 28 de junho]; 12 (3): 199-205. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-80342007000300007&lng=en. http://dx.doi.org/10.1590/S1516-80342007000300007. 5. Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia. Dia Nacional da atenção a Disfagia [Publicação online]; 2019 [Acesso em 28 jun 2019].Disponível em: http://www.sbfa.org.br/portal/pdf/folder_dia_disfagia.pdf

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Quem são os mais afetados? Idosos: com os mesmos fatores acima, associados a algumas mudanças naturais decorrentes do envelhecimento que favorecem dificuldade para deglutir. Adultos: com doenças neurológicas; traumatismos crânioencefálicos; câncer de cabeça e pescoço, queimaduras, refluxo gastroesofágico e doenças cardíacas. Crianças: bebês prematuros com má formação do sistema digestivo, fissura labiopalatina, síndromes e doenças neurológicas.