DIETA CASEIRA X DIETA INDUSTRIALIZADA: ENTENDENDO AS DIFERENÇAS

Quando existe dificuldade ou restrição de alimentação via oral, às vezes, é necessário fornecer ao paciente uma nutrição que é especialmente formulada para suprir gorduras, proteínas, açúcares, vitaminas e minerais. 

Essa nutrição pode ser conectada diretamente ao estômago ou intestino para serem absorvidas da maneira usual, por meio de sonda (nutrição enteral) ou também pode ser entregue na corrente sanguínea (nutrição parenteral).

A NUTRIÇÃO ENTERAL

Pode ser fornecida através de dietas industrializadas e de dietas não-industrializadas. Saiba mais sobre quais são as principais diferenças entre as dietas conforme mencionado abaixo.

DIETAS NÃO-INDUSTRIALIZADAS

Também conhecidas como dietas artesanais ou caseiras são preparações com alimentos em sua forma natural, como por exemplo: arroz, óleo vegetal, leite, ovo, caldo de carne, farinhas, etc. Os mesmos são cozidos, liquidificados e coados.¹ Ela deve ser prescrita por um profissional da saúde responsável, que deverá determinar corretamente a composição de micronutrientes, e orientar sempre ao correto manuseio.²

Pontos de atenção:

  • Evitar maior risco de contaminação e dificuldades práticas em seu preparo e manuseio;
  • Controlar a densidade calórica, proteica e a distribuição de macro e micronutrientes para que atinjam mais adequadamente, as necessidades dos pacientes;
  • Verificar segurança de consumo de acordo com a textura atingida, pois a falta de controle de osmolalidade e viscosidade, pode contribuir para o seu desequilíbrio. 3,4

DIETAS INDUSTRIALIZADAS

As dietas industrializadas podem ser encontradas na forma de pó, líquidas semiprontas e as prontas para uso. Elas são mais práticas e quando manipuladas da forma correta, oferecem mais segurança quanto ao controle microbiológico, quando comparadas com as  caseiras. 5

As dietas enterais industrializadas trazem consigo mais confiança em relação à segurança alimentar e composição nutricional, pois possuem:

  • Estabilidade, densidade calórica e quantidade de macro e micronutrientes definidas, atendendo melhor às necessidades nutricionais do paciente;
  • Menores riscos de contaminação, pois são eliminadas várias etapas de manipulação;
  • Fluidez, viscosidade e osmolalidade controladas para melhor administração e digestão da dieta. 6

É necessário que o responsável pelo preparo da dieta receba orientações quanto ao manuseio correto nas preparações, manipulações, armazenamento e administração das fórmulas enterais, garantindo a segurança microbiológica, tanto em domicílio, quanto no ambiente hospitalar.

Consulte sempre o seu profissional da saúde para mais informações do melhor tratamento para o seu caso.

Este material é de conteúdo exclusivamente informativo e não substitui a consulta médica.

Referências Bibliográficas

1. Dreyer E, Brito S, Santos MR, Giordano L.. Nutrição enteral domiciliar: manual do usuário. Como preparar e administrar a dieta por sonda. Universidade Estadual de Campinas. 2011;2:33.

2. Menegassi B, Santana LS, Coelho JC, Martins AO, Pinto JPAN, Navarro AM. Características físico-químicas e qualidade nutricional de dietas enterais não industrializadas. Alim. Nutr. Araraquara. 2007; 18(2):127-132.

3. Felicio A , Pinto R, Pinto A, Silva D. Food and nutritional safety of hospitalized patients under treatment with enteral nutrition therapy in the Jequitinhonha Valley, Brazil. Nutr. Hosp 2012; 27:2122-2129.

4. Borghi R, Araújo TD, Vieira R, Souza T, Waitzberg D. Estudo teórico da composição nutricional e custos de dieta enteral artesanal no Brasil: conclusões da Força-Tarefa de Nutrição Clínica do ILSI. Rev. Bras. Nutr. Clin. 2013; 28(2):71-75.

5. Araújo E, Menezes H. Formulações com alimentos convencionais para nutrição enteral ou oral. Ciênc. Tecnol. Aliment. 2006; 26(3):533-538.

6. Propriedades da dieta enteral: composição e custo-benefício. 1º Ciclo de debates da Força Tarefa de Nutrição Clínica; 23 de agosto de 2013; São Paulo (SP); International Life Sciences Institute Brasil; 2013.

 

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