Mantendo a mobilidade como parte do envelhecimento saudável

O envelhecimento impacta a mobilidade?

A mobilidade é a alegria de se movimentar livremente e com facilidade. Os músculos, ossos e articulações saudáveis nos permitem realizar todos os tipos de movimentos – das tarefas diárias até aproveitar seus passatempos favoritos. 1

Alguns dos primeiros sinais visíveis do envelhecimento podem ser mudanças na postura e na maneira de andar, assim como a fadiga e fraqueza geral fazendo tarefas diárias. As pessoas podem notar um impacto na mobilidade quando executam atividades como caminhar. O envelhecimento afeta a massa muscular e a força, densidade óssea, e pode fazer com que as articulações fiquem mais rígidas e menos flexíveis devido à redução da espessura da cartilagem. 1

À medida que envelhecemos, os músculos, ossos e articulações sofrem alterações fisiológicas que afetam a mobilidade e que podem impactar na nossa independência. A atividade física diária combinada com o gerenciamento de peso e uma dieta equilibrada saudável, que inclui ingestão adequada de proteínas, vitamina C e D, e cálcio, podem ajudar a saúde dos músculos, ossos e articulações para mantê-los em movimento. Engage-se nos aliados de um envelhecimento saudável. 1

 

 

Importância da saúde muscular: A perda muscular relacionada com a idade pode diminuir a mobilidade. Esta perda pode começar cedo, aos 30 anos, e pode se tornar mais proeminente a partir dos 50 anos em diante. A taxa de perda muscular é influenciada pela quantidade de atividade física regular realizada ao longo da vida. Uma lesão ou uma doença temporária pode também afetar a quantidade de massa muscular esquelética. O consumo diário de proteína contribui para o ganho saudável de massa muscular.1,2

 

Importância da saúde óssea: A saúde óssea é importante em qualquer idade. A redução da densidade óssea, que é comum entre os idosos, faz com que os ossos fiquem fracos o que, por sua vez, pode levar a um aumento do risco de fraturas. A boa nutrição, incluindo as quantidades necessárias de vitaminas e minerais como cálcio e vitamina D, combinada com exercícios físicos, pode ajudar a manter uma boa saúde óssea durante as fases posteriores da vida.1,2

 

Importância da saúde das articulações:  As articulações tornam-se mais vulneráveis a danos, a medida que a cartilagem que as reveste torna-se mais fina e o líquido lubrificante (sinovial) diminui com a idade.  Isto significa que as superfícies articulares não são capazes de deslizarem suavemente uma sobre a outra, causando desconforto. As articulações, os ligamentos e tendões tornam-se mais rígidos e o tônus muscular e a resistência óssea são reduzidos. Essas mudanças fazem com que as tarefas físicas fiquem ainda mais difíceis. 1,2

 

 

Dicas Importantes para manter a mobilidade

A diminuição da mobilidade pode ter um impacto significativo no bem-estar de uma pessoa, especialmente quando interfere com a capacidade de aproveitar seus passatempos favoritos, vida social e independência. Os principais pontos para essa questão contemplam:1,2

  • Uma boa alimentação: Consumir a quantidade diária recomendada de proteína – essencial para a manutenção da massa muscular e força. Estudo mostram que quase metade dos adultos mais velhos não consomem a quantidade de proteína suficiente. Garantir a ingestão adequada dos micronutrientes tais como vitaminas (por exemplo: C e D) e minerais (por exemplo: cálcio, magnésio, potássio, zinco).
  • Atividade física regular – incluindo força/resistência para ajudar a manter a massa muscular.
  • Controle de Peso – manter o peso ideal para sua altura e idade.

 

Para saber mais, leia sobre A importância da proteína e os Aliados para um envelhecimento saudável.

REFERÊNCIAS
  1. English KL, Paddon-Jones D. Protecting muscle mass and function in older adults during bed rest. Current Opinion in Clinical Nutrition and Metabolic Care. 2010;13(1):34-39. (Muscle loss Reference)

    2. Hartz, S. C. (1992) The WSS study population. In: Nutrition in the Elderly: The Boston Nutritional Status Survey (Hartz, S. C., Russell, R. M. & Rosenberg, J. H., eds.), London, Smith-Gordon, pp. 17–25.